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Entrevista com Rafaella Ribeiro (Krasnodar)

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Olá amigos da Rússia que acompanham nosso trabalho na internet, hoje quero compartilhar com vocês a entrevista que fiz com a brasileira Rafaella Ribeiro que teve a experiência de participar de um projeto pela AIESEC na cidade de Krasnodar na Rússia. Esta jovem mineira teve o prazer de falar sobre o Brasil para os russos. E por fim, foi um ótimo papo que tivemos e realmente fiquei emocionado com a experiência dela e em como o povo russo é receptivo e ama nosso país. Vejam a entrevista.

Olá Rafaela, para iniciar a entrevista gostaria de saber quando você foi para Rússia e por qual razão escolheu Krasnodar?

Olá! Estive na Rússia no ano passado, de fevereiro a abril, onde participei de um projeto social pela AIESEC. Primeiramente, quando me cadastrei na AIESEC, eu tinha a certeza que escolheria algum país não tão comum (como EUA, Alemanha, Inglaterra), então entrei em contato com o pessoal da Bulgária, Turquia, Romênia, Egito e Rússia. E aceitei ir para Rússia e Egito. No período que eu estaria disponível para viajar somente duas cidades russas estavam com projetos, Krasnodar e Tomsk. Até aí, eu não sabia nada sobre a cidade, mas foi o projeto que achei mais interessante, eu iria apresentar o Brasil para estudantes da Kuban University.

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Na universidade com o pessoal da AIESEC.

O que você achou da cidade e principalmente o que você achou dos russos. São rudes como falam?

Krasnodar é linda, tem belas avenidas, principalmente a Krasnaya, belos parques, monumentos, museus, além do rio Kuban.

Quando fui aceita no projeto para ir para Rússia, muitas pessoas vieram falar comigo que iria me arrepender e que me sentiria sozinha num país tão distante e com uma fama de que as pessoas são sérias e bravas. Mas não escutei nada disso e fui para Krasnodar e chegando lá, pude vivenciar o quanto os russos são receptivos e educados, me senti em casa, de verdade. Como tive contato com os muitos estudantes da universidade, eles sempre me chamavam para mostrar algum lugar ou ir a algum lugar para experimentar algum prato russo. Essa fama de que os russos são rudes é mentira, lógico que eles não são tão abertos como nós, mas temos que levar em conta tudo o que aquele país já passou e entender que no início eles podem parecer mais sérios, mas depois são pessoas educadíssimas e atenciosas.




Você sentiu algum preconceito em relação à cor na Rússia. Viu algum negro ou ouviu algo sobre racismo?

Antes de ir para Rússia fiquei um pouco preocupada em relação a isso, por conta das notícias que aparecem na TV. Mas chegando em Krasnodar, vi que a universidade de lá recebe muitos intercambistas de Angola e que o convívio entre eles é tranquilo. Até porque na cidade que fiquei, os russos não eram tão loiros e brancos e tinha essa mistura.

Quanto tempo você ficou na Rússia e como era sua rotina lá?

 Foi dois meses, meu projeto durou 7 semanas.

Nesses dois meses, morei eu três casas diferentes. Então, pude vivenciar a rotina de uma família russa e além do meu convívio com os estudantes que participavam do projeto. Minha rotina era montar e estudar minhas apresentações, eu ía pra universidade de segunda a sexta, já nos finais de semana, eu saía com os amigos para um parque, para karaokê bar, patinar no gelo e visitar os museus.

Qual o momento mais especial e que te marcou em Krasnodar?

O programa da AIESEC oferece hospedagem em casa de família, então é feita rodízio a cada duas semanas mais ou menos há a mudança de casa.

Então, me mudei para um flat sozinha (que seria a hospedagem que Pasha me ofereceu) e me bateu um desespero, por ser um lugar afastado do centro. E nesse dia da mudança, na parte da tarde, eu tinha encontrado uma russa que eu já conversava via facebook e ficamos super amigas e após a minha chegada no flat, mandei uma mensagem desesperada pra ela, que eu estava procurando algum hostel pra ficar, porque o flat era longe de tudo e nisso ela me convida para morar com ela e com sua família, mesmo tendo me conhecido nesse dia e não tendo vínculo algum com a AIESEC. E as semanas que fiquei com a família dela foram as melhores experiências possíveis, conversamos sobre tudo, sobre a cultura brasileira, o período soviético, as diferenças entre os países.

Foto com Sveta sua amiga russa que a hospedou.

Foto com Sveta sua amiga russa que a hospedou.

Você fala russo ou se virou lá em inglês?

 Eu não falava nada em russo, somente inglês. Mas no final do projeto, já sabia falar algumas frases.

Conheceu algum russo que gosta do Brasil ou que pelo menos soubesse alguma coisa da cultura brasileira ou que falasse ao menos um ‘’oi’’ em português?

 Isso foi o que mais encontrei por lá, muitos russos conhecem o Brasil pelas nossas novelas, as mais conhecidas são O Clone, Escrava Isaura e Avenida Brasil, o Paulo Coelho é muito famoso por lá, futebol e, claro, Rio de Janeiro e carnaval.

 A minha amiga que me hospedou fala o português perfeitamente e visitei uma escola de idiomas, que tinha alguns alunos que estudavam a nossa língua.

 Krasnodar é uma cidade cara para quem está visitando?

 Não, Krasnodar é muito barata, além de ser super segura. O transporte público, lojas, restaurantes são mais baratos que cidades brasileiras do mesmo tamanho.

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Em relação ao clima você se acostumou fácil ou quando foi não estava tão frio?

Krasnodar está localizada em uma região “mais quente” do que outras partes da Rússia. Sofri com o frio no início, mas a alegria de ver a neve compensava e usar aquele tanto de casaco e botas, foi uma experiência legal também, até porque nunca usei isso na minha cidade. E o início da primavera é uma alegria e tanto para os russos, já que ficaram tanto tempo usando roupas quentes no inverno, os jardins das praças e parques ficam lindos, cheios de flores e o vestuário muda totalmente, mas mesmo assim, eu ainda usava um casaco. Haha

Comeu algo típico russo ou presenciou alguma apresentação, palestra, aula da cultura russa?

Principalmente, na última casa que fiquei hospedada, eu comi muito e acabei ganhando uns quilinhos a mais, até porque minha mãe russa cozinha divinamente. Experimentei o famoso borshch, pelmeni, okroshka (um dos meus pratos preferidos, tipo uma sopa fria).

Para finalizar o que nós brasileiros ganharíamos conhecendo a Rússia. O que este país tem para acrescentar?

A força de vontade e o amor pelo país, nunca vi um povo tão orgulhoso da história de seu país e a força de vontade de melhorar ainda mais e provar que lá foi e é um país bom.

Por: Caique Jr
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